Artigo do blog

O aumento da largura de banda impulsiona a necessidade de um foco na segurança cibernética

Entrevista com a ViaSatellite

Respostas atribuídas a Nicolas Furge, presidente da Marlink Cyber

1 – Por que a Marlink sentiu a necessidade de criar a Marlink Cyber? Qual é a lógica por trás dessa decisão?

A demanda do mercado por serviços e soluções cibernéticas profissionais tem crescido rapidamente nos últimos anos. Isso ocorre após um longo período em que usuários dos setores marítimo, energético e empresarial operavam não apenas remotamente, mas também com larguras de banda e taxas de transferência mais baixas.

O aumento nos níveis de taxa de transferência e tráfego, impulsionado pelo uso crescente de conectividade LEO e 4G/5G, tornou esses setores mais vulneráveis a ameaças cibernéticas. Como resultado, tomamos a decisão de concentrar os recursos adquiridos da Diverto e da Port-IT em uma única entidade operacional, combinada com nossa expertise existente. Isso significa que podemos unir nossa expertise, desenvolver e fornecer serviços adicionais aprimorados.

2 – Ela funcionará como uma empresa separada? Quando você espera que a Marlink Cyber se torne lucrativa? Quais são as metas de receita para os primeiros 12 meses?

A Marlink Cyber será totalmente integrada para atender aos setores verticais que servimos – marítimo, energia, superiates, usuários humanitários e corporativos. Nossas metas são aumentar nossa participação no mercado de segurança cibernética.

A Marlink Cyber prestará serviços e soluções em três áreas principais de operação: Serviços Profissionais de Segurança Cibernética, Segurança de Infraestrutura e Terminais e Centro de Defesa de Segurança Cibernética.

Juntas, elas fornecerão um portfólio completo de soluções gerenciadas de segurança cibernética, serviços de detecção e resposta, avaliações de vulnerabilidade, testes de penetração, programas de conscientização e combate ao phishing, avaliações de conformidade e lacunas, e gestão de riscos.

3 – No comunicado à imprensa, você mencionou alguns segmentos de usuários finais – marítimo, energia e humanitário. Qual desses segmentos oferece mais oportunidades para a Marlink Cyber nos dois primeiros anos?

Cada um deles precisa melhorar sua postura de segurança cibernética, embora tenham necessidades e níveis de sofisticação diferentes. O crescimento no valor e no volume de dados utilizados nos setores marítimo, de energia e empresarial significa que mais operadores estão reconhecendo o impacto potencial de um ataque cibernético em suas operações.

Há uma necessidade crescente de soluções cibernéticas proativas e reativas que aumentem a conscientização sobre ameaças potenciais e ajudem os clientes a se defender contra elas.

4 – Que tipo de ameaças cibernéticas você vê as empresas desses setores enfrentando? Elas estão agora mais expostas a ataques cibernéticos do que nunca? Como você analisa as ameaças para esses tipos de empresas?

A Marlink observa que usuários nos setores marítimo, de energia e empresarial correm mais risco de ataques de hackers e invasores à medida que a largura de banda aumenta. O uso crescente das redes sociais por funcionários remotos e usuários corporativos é um vetor de ataque bem conhecido.

O relatório mais recente sobre ameaças cibernéticas marítimas, produzido pelo Centro de Operações de Segurança (SOC) da Marlink, demonstrou as táticas em evolução dos criminosos cibernéticos, que estão cada vez mais tentando contornar controles de segurança anteriormente eficazes usando novas ferramentas.

Analistas observaram um aumento contínuo nas ameaças comuns que utilizam infraestrutura de Comando e Controle (C&C) para criar ameaças de botnets, que estão crescendo em número e complexidade.

O phishing continua sendo a principal tática usada por invasores no setor marítimo para obter acesso a redes corporativas, embora o SOC também tenha detectado um aumento no tráfego malicioso na lista negra. Isso destaca a importância de manter feeds de inteligência de ameaças atualizados e aplicar políticas de segurança rigorosas para impedir conexões não autorizadas a sites de alto risco.

5 – A Marlink Cyber terá recursos ampliados em comparação com o que a Marlink oferecia anteriormente em termos de segurança cibernética?

Sim; a aquisição da Port IT e da Diverto traz expansão a todas as soluções cibernéticas que oferecemos, aprimorando a expertise e criando recursos mais ricos. Continuaremos a trabalhar com parceiros cibernéticos líderes do setor de longa data para fornecer soluções certificadas que ajudem nossos clientes a se preparar e responder às ameaças cibernéticas.

A maior presença permite que a Marlink atenda a mais mercados com serviços de alta qualidade, incluindo a adição de vários SOCs à rede global da Marlink para fornecer recursos proativos de coleta de inteligência, bem como expertise reativa e de recuperação.

6 – Vocês pretendem contratar mais pessoas com experiência em segurança cibernética? Existe escassez de mão de obra qualificada nessa área?

A Marlink Cyber conta com recursos combinados de 150 pessoas e podemos buscar adicionar mais especialistas à medida que a demanda cresce e os negócios se expandem. A combinação de nossa expertise em segurança cibernética com profundo conhecimento dos mercados marítimo, de energia e empresarial nos permite oferecer suporte remoto às operações e fornecer soluções de segurança.

7 – Você acredita que a Marlink Cyber dará à Marlink uma vantagem competitiva sobre outros provedores de serviços voltados para os segmentos de energia e marítimo, por exemplo?

Há uma clara necessidade de soluções aprimoradas de segurança cibernética gerenciada para os grupos de usuários marítimos, de energia renovável (EEG) e corporativos. O elemento comum nesses mercados é que eles exigem especialização no acesso a ativos e usuários remotos, fornecendo suporte, atualizações, instalações e suporte a aplicativos. Com uma participação de mercado líder nos setores marítimo, de energia e humanitário, estamos em uma posição ideal para fornecer soluções de segurança cibernética.

8 – O que você considera a maior ameaça à segurança cibernética para essas empresas: ransomware, por exemplo, ou algo mais?

Atores maliciosos estão evoluindo seus padrões de ataque e lançando campanhas fraudulentas que contornam controles de segurança anteriormente eficazes, como a autenticação de dois fatores, forçando os defensores a reagir e elevar o nível de segurança para garantir que as operações sejam protegidas.

O phishing continua sendo a principal tática usada por invasores para obter acesso a redes corporativas, embora o SOC também tenha detectado um aumento no tráfego malicioso na lista negra. Isso destaca a importância de manter feeds de inteligência de ameaças atualizados e aplicar políticas de segurança rigorosas para impedir conexões não autorizadas a sites de alto risco.

O aumento da visibilidade dos eventos proveniente de soluções de proteção de endpoints (EDR), firewalls e segurança de e-mail, juntamente com o contexto fornecido pelos recursos de inteligência, permitiu que os analistas do SOC obtivessem uma visão mais profunda do cenário de ameaças em evolução.

9 – Você acredita que o setor de satélites é agora um alvo de destaque para ataques cibernéticos? Você acha que o setor, como um todo, está suficientemente preparado para isso?

Os setores atendidos por nossas redes híbridas estão se tornando cada vez mais visíveis após décadas de relativo isolamento; o valor dos dados está aumentando, o tráfego social está se expandindo, de modo que cada segmento de mercado se apresenta como um alvo tentador.

A indústria se preparou suficientemente para esse cenário em evolução? Em parte, sim, e há uma crescente conscientização sobre o impacto de um grande ataque ou interrupção em infraestruturas críticas.

Nossa tarefa é continuar nosso trabalho com os usuários para garantir que estejam o mais preparados possível para ataques e possam tomar as medidas adequadas para se protegerem.

10 – Quais você considera as principais tendências em satélites e segurança cibernética nos próximos anos?

A regulamentação influenciará fortemente os comportamentos corporativos; novas regras internacionais e regionais estão sendo introduzidas para usuários marítimos, enquanto as regionais afetarão usuários empresariais e do setor de energia. Dentre elas, as novas regras da UE sobre segurança terão consequências onerosas para o não cumprimento.

Já existem padrões globais na forma de certificação IEC e normas ISO – a Marlink opera de acordo com a Estrutura NIST estabelecida de identificar, proteger, detectar, responder, recuperar e governar.

As empresas que operam com ativos e usuários remotos já possuem uma estratégia para continuidade de negócios e conformidade ou terão implementado medidas de segurança cibernética. O risco de não fazê-lo e deixar sua reputação à mercê do acaso é muito grande.

11 – Por fim, qual você considera ser o maior desafio para o sucesso da Marlink Cyber?

Com o impulso crescente e a demanda em expansão, o momento desta iniciativa é oportuno para nossos clientes, seus ativos e usuários. A Marlink Cyber cria uma plataforma que podemos aproveitar para divulgar uma mensagem positiva sobre a gestão de riscos cibernéticos em todos os nossos grupos de clientes.

Os clientes sempre avançarão em ritmos diferentes na compreensão da ameaça e, para alguns, o processo de adoção poderá ser mais demorado, mas, em geral, estamos batendo em uma porta aberta. 

Este artigo foi publicado em 18 de junho de 2025 pela Via Satellite

 

Em que podemos ajudar?

Entre em contato

Entre em contato conosco para saber como podemos ajudá-lo a criar novas possibilidades para suas operações. 

Seus dados são necessários para o processamento da sua consulta e serão utilizados exclusivamente para esse fim.
Marque esta caixa para confirmar que deseja receber atualizações ocasionais de marketing da Marlink. Respeitamos sua privacidade — suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros, e você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento. Leia nossa Política de Privacidade aqui.

Perspectivas

Leia nossas últimas análises e explore as novidades em proteção digital por meio de nossa seleção de notícias, artigos e blogs de especialistas.

Veja mais notícias para você